segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Patologias da estrutura do concreto armado.


Patologias das Estruturas de Concreto Armado: A degradação das construções são decorrentes da falta de tarefas que devem ser realizadas periodicamente, de modo a diagnosticar as possíveis patologias, gerando relatórios de manutenção preventiva e corretiva. As patologias podem surgir por diversos fatores, como elaboração do projeto, observância da Norma Brasileira Reguladora NBR 6118, material utilizado, mão de obra, variações de temperatura, reações químicas, vibrações, erosão e corrosão das armaduras de concreto armado. O fenômeno da corrosão das armaduras contribui perigosamente para degradação das construções, sendo um dos problemas mais comuns e visíveis a olho nu nas estruturas de concreto armado.


Jaílton Narciso - Engenheiro com expertise em patologias da construção (Parceiro Alfaia Arquitetura).











Consulte sempre um arquiteto: www.alfaiaarquitetura.com.br 

Quer receber mais dicas de decoração e mercado? Clique aqui e cadastre-se



sábado, 13 de fevereiro de 2016

Drops de Arquitetura - Como consertar trincas em paredes.


Muitas são as causas do aparecimento de fissuras e trincas em paredes. Entre elas, pode estar a retração da argamassa, uso de areia inadequada ou contaminada e má aderência do revestimento à estrutura, além da falta de juntas de dilatação ou de movimentação.
Cada tipo de fissura tem uma causa, que deve ser identificada antes de definir qual o tratamento mais indicado. Sobretudo trincas e rachaduras maiores que 0,5 mm devem ser submetidas à avaliação de um engenheiro habilitado, já que, muitas vezes, podem se tratar de manifestações de problemas estruturais graves.
Mas no caso de fissuras de revestimento e trincas superficiais, geralmente causadas por retrações e dilatações da argamassa do reboco, o tratamento costuma ser bem simples e envolve poucos materiais. O principal é a fita de poliéster TNT (tecido não-tecido) que atua como um curativo flexível, ou seja, preenche a falha sem enrijecer a superfície, evitando que surjam novas fissuras nas proximidades.
Antes de iniciar o trabalho, passe um pano úmido sobre toda área a ser trabalhada. Espere a parede secar por cerca de três horas e, só então, dê continuidade ao tratamento. Para uso em ambiente externo, é necessário que o tempo esteja firme, pois a presença de chuvas certamente irá atrapalhar a secagem dos produtos.
Preparação para início do trabalho
Fotos: Marcelo Scandaroli
1- Além do produto para vedar a trinca (fita de poliéster TNT), você vai precisar de massa acrílica, lixa, espátula, tesoura, celulóide aplicador de massa, pincel ou rolo e tinta acrílica para finalizar.
Fotos: Marcelo Scandaroli
2- As superfícies devem ser limpas, secas e isentas de poeira e fuligens.
Fotos: Marcelo Scandaroli
3- É preciso cobrir toda a extensão da trinca com a fita adesiva própria para esse fim. Por isso, com o próprio rolo da fita adesiva, meça o comprimento da trinca e a quantidade de fita que você irá precisar.
Fotos: Marcelo Scandaroli
4- Em seguida, corte a fita com uma tesoura. Caso a trinca a ser reparada tenha formato irregular e siga por sentidos diversos, corte vários pedaços da fita, o suficiente para cobrir todos os trechos. Não se esqueça de que nenhum pedaço da trinca poderá ficar descoberto. Se for necessário, você pode sobrepor a fita em 1 cm até cobrir toda a fissura.
Fotos: Marcelo Scandaroli
5- A etapa seguinte é colar a fita adesiva centralizando na parte trincada. Faça isso enquanto retira a película protetora. Atenção: esse procedimento deve ser feito com cuidado, pois a fita é bastante fina e se dobra com facilidade.

Fotos: Marcelo Scandaroli
6- Depois de a fita ser fixada na parede, pegue um pedaço do papel que sobrou (no qual a fita estava colada) e esfregue cuidadosamente a face lisa sobre toda a superfície. O objetivo é retirar o ar que eventualmente estiver entre a fita e a parede e fazer com que o produto se molde melhor às imperfeições do substrato.
Fotos: Marcelo Scandaroli
7- Para selar o "curativo" na parede, passe uma demão de tinta acrílica com pincel ou rolo sobre toda a área tratada. Com isso, você irá proporcionar uma ancoragem perfeita à fita.
Fotos: Marcelo Scandaroli
8- Deixe a tinta ultrapassar pelo menos 2 cm de cada lado. Espere o tempo recomendado pelo fabricante da tinta para secagem.
Fotos: Marcelo Scandaroli
9- Quando a tinta estiver seca, cubra o trecho tratado com massa acrílica aplicada com celulóide. Isso serve para regularizar a superfície e disfarçar a presença da fita adesiva.
Fotos: Marcelo Scandaroli
10- Espere a massa acrílica secar seguindo as instruções do seu fabricante. O tempo necessário varia de acordo com o clima. Por isso, lembre-se que em dias mais úmidos, a massa seca mais lentamente.
Fotos: Marcelo Scandaroli
11- Após secagem da massa, lixe o local tratado de forma a regularizá-lo e prepará-lo para a finalização do serviço.

Fotos: Marcelo Scandaroli
12- Limpe a superfície trabalhada com um pano seco para retirar poeiras e outros resíduos.
Fotos: Marcelo Scandaroli
13- Na seqüência, aplique sobre a parede a primeira demão de tinta acrílica. Espere secar e aplique a segunda demão.
Fotos: Marcelo Scandaroli
14- Dependendo da cor da tinta, pode ser necessária a aplicação de uma terceira demão para garantir o acabamento perfeito. Poderá ainda ser necessária a repintura geral da parede.

Consulte sempre um arquiteto: www.alfaiaarquitetura.com.br 

Quer receber mais dicas de decoração e mercado? Clique aqui e cadastre-se

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Composição - Uma casa simples e a natureza são o bastante.




Peter Heller home (Foto: John Burcham/ The New York Times)

Desde os tempos de garoto, quando morava no bairro nova-iorquino do Brooklyn, Peter Heller sonhava com a vida no campo, inspirado pelas novelas do escritor Louis L’Amour. Mais tarde, depois de se formar na faculdade, acasos do destino o fizeram mudar para Chicago, onde passou a descer rios com seu caiaque e se tornou um jornalista de aventura reconhecido.  
Nos últimos 14 anos, Peter viveu a maior parte do tempo em Denver, ao lado da mulher, mas uma pequena vila cinco horas dali, que ele visitou quando tinha 30 anos, nunca saiu da sua cabeça. Há cerca de duas décadas, o escritor comprou uma propriedade nessa região campestre, cercada por montanhas, vinícolas e pomares e construiu um lar de baixo custo, capaz de elevar seu espírito, como conta. 
Peter Heller home (Foto: John Burcham/ The New York Times)

Peter adquiriu 20 acres por U$ 13 mil e a primeira coisa que ergueu foi um deque sobre a lagoa. A partir daí, pegou gosto pelo ofício e seguiu com suas inéditas experiências construtivas, que resultaram nesta casa de 102 m², feita com terra tirada do próprio terreno. A obra ficou exatamente como ele queria: aberta à paisagem.
Peter Heller home (Foto: John Burcham/ The New York Times)

Sem habilidades de carpintaria ou renda estável, Petter sabia que qualquer projeto teria de ser barato e simples. A solução veio na forma do que ele descreve como a “máquina mágica” dos seus vizinhos: uma engenhoca capaz de criar blocos de terra compactada. O substrato orgânico da sua própria propriedade, transformado pela máquina, foi empilhado para dar luz às as paredes da residência, em uma técnica antiga de construção. 
Peter Heller home (Foto: John Burcham/ The New York Times)




Com 45 cm de espessura, as paredes protegem a casa do frio ou do calor excessivos. No inverno, o velho fogão à lenha faz as vezes de aquecedor e os painéis solares garantem energia elétrica durante todo o ano. 
Peter contratou três funcionários e contou com a ajuda de um carpinteiro para enquadrar as portas e janelas. Toda a madeira usada foi cerrada por um outro morador nativo da região. Do lado de dentro do lar, um grande cômodo guarda cozinha, mesa de jantar, fogão à lenha, cadeira de balanço e sofá. Existem ainda dois pequenos quartos e um banheiro com vista para as montanhas. 
Peter Heller home (Foto: John Burcham/ The New York Times)











O jornalista viveu na casa por 9 anos seguidos, mas a rotina o fez mudar sua relação com a propriedade. Hoje, ela serve como seu refúgio criativo. Em suas temporadas no endereço, protegido pela construção simples e cercado pela complexa natureza, Peter encontra toda a inspiração necessária para escrever seus artigos e livros. “Eu passo pela porta e algo incrível acontece com o meu espírito. É um mix de gratidão e pura paz”, revela.  

Peter Heller home (Foto: John Burcham/ The New York Times)
Peter Heller home (Foto: John Burcham/ The New York Times)

Consulte sempre um arquiteto: www.alfaiaarquitetura.com.br 

Quer receber mais dicas de decoração e mercado? Clique aqui e cadastre-se



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Tendências, arquitetura de interiores e reformas.


Como a moda, a arquitetura de interiores segue tendências. As tendências para casa, porém, tem um leque mais abrangente de influências que não só o estilismo. A forma como sua casa é desenhada por dentro, muda com o passar do tempo influenciada por mudanças no comportamento da sociedade, mudança na conformação das famílias, surgimento de novos eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos, aparecimento de novas técnicas construtivas, de iluminação, novos materiais e também, por que não, influenciada pela moda e tendências comportamentais como, por exemplo, a novela das 20hs.

Os anos passam e, assim como nossas roupas, a casa também precisa sofrer adaptações para se encaixar melhor ao nosso atual estilo de vida. Embora aconteça, não é comum vermos uma pessoa desfilando por ai, hoje, com aquele lindo vestidinho que ela usava na adolescência. Se por sorte você ainda continuar com o mesmo “corpicho” que ostentava aos 15 anos, com certeza o que se usava naquela época não caberá nos dias de hoje.




Um apartamento da década de 70 tinha uma sala espaçosa, ampla e com um pé direito alto, os quartos eram geralmente dois, um para os pais e outro para as crianças. O banheiro era único e de uso coletivo e próximo a lavanderia existia um pequeno lavabo para a empregada. Imagine agora colocar uma família com pais e dois filhos adolescentes neste espaço de época: onde ficaria o ambiente isolado, com caixas de som em todas as paredes e a TV LCD do home theater do papai? E a bela hidromassagem e o closet da suíte da mamãe? E os anjinhos, topariam dividir o mesmo quarto? 

Com os apartamentos recém construídos, a história também não fica muito diferente. Apesar das infinitas opções de plantas que são oferecidas pelos lançamentos imobiliários no ato da compra, é impossível prever os hábitos e necessidades da diversidade de pessoas que podem vir a ocupar o imóvel. 

Os apartamentos são projetados para famílias, mas hoje, é possível prever essa conformação? Em uma metrópole como São Paulo, onde impera a diversidade, podem ocupar o mesmo espaço: um casal sem filhos, uma pessoa solteira, uma dupla de amigas, um casal com um bebê, uma senhora e um gato, um casal de dois homens, uma workaholic e uma samambaia… As variáveis são infinitas, e é impossível prever todas. 

O desenho do espaço a ser habitado deve ser concebido como o cuidado de um vestido prét-à-porter. Deve-se elaborar um projeto sob medida levando em consideração cada hábito e necessidade dos futuros moradores. Os espaços internos devem ser constantemente renovados, readaptados e atualizados às necessidades dos moradores. 

Muitas construtoras, percebendo esta necessidade de exclusividade do consumidor, têm desenvolvido projetos com lay-out livre, onde fica a cargo do proprietário definir qual a melhor conformação do espaço que irá habitar. 

Mesmo para os apartamentos já construídos as adaptações também são possíveis. Com um bom projeto, é mais simples do que parece. 

Agora, estando o apartamento perfeito para uso, com todos os espaços bem definidos e atendendo a todas as necessidades do proprietário, nunca mais será preciso fazer mudança alguma? De forma alguma. 

Já entrou na casa da sua tia avó e sentiu um ar-pesado, de coisa parada no tempo, móveis com desing que parecem saídos de um filme de terror, que nunca foram trocados de lugar e deixaram até uma marca no chão, pintura amarelada, almofada de tecido cafona, iluminação de penumbra? 

Sim, existem pessoas que ficam paradas no tempo! Se não quiser ir tão longe até sua tia avó, já entrou na casa de um amigo e teve a impressão de estar de volta à década de 80? 

Não que seja preciso morar em um show room, onde cada seis meses mudam-se toda a decoração, cores, tecidos, iluminação, objetos, etc seguindo tendências ditadas na europa, também não é assim. 

Morar em um espaço agradável, arejado, bem iluminado e com a sua cara (a de hoje), traz mais bem estar, qualidade de vida e conforto para qualquer pessoa. Mudar é preciso! Você muda, e o lugar que você mora deve te acompanhar, e se adaptar a você, e não o contrário. 

Afinal, ninguém se sente confortável desfilando por ai com um vestidinho apertado, da década passada. Com a casa é a mesma coisa! 

Consulte sempre um arquiteto: www.alfaiaarquitetura.com.br 

Quer receber mais dicas de decoração e mercado? Clique aqui e cadastre-se


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Projeto do escritório Alfaia Arquitetura, elaborado para pessoa com deficiência.



O escritório Alfaia Arquitetura, recebeu o desafio de projetar  uma reforma de banheiro para pessoa com deficiência (dificuldade de locomoção, com uso de cadeira de rodas).

O espaço existente possuía porta de acesso que dificultava a entrada da cadeira de rodas, no interior do banheiro não havia área de manobras, equipamentos, louças e metais apropriados para atender as necessidades do portador da deficiência.

Mediante a situação e possibilidades, substituímos a porta por uma de maior dimensão, ampliamos o espaço, aplicamos revestimentos, louças e metais que atendem a norma de acessibilidade ABNT – NBR: 9050, não obstante, corrigimos a iluminação para a quantidade de lux necessário, e por fim, alinhamos a necessidade deste caso à norma técnica e estética do ambiente.

Este projeto foi elaborado pelos arquitetos:

Daniel Alfaia - Arquiteto e Urbanista, especialista em Conforto Ambiental pela USP.








Adriana Alfaia - Arquiteta e Urbanista, especialista em Decoração de interiores.









Consulte sempre um arquiteto: www.alfaiaarquitetura.com.br 

Quer receber mais dicas de decoração e mercado? Clique aqui e cadastre-se